Ninguém mais sobe o Uluru

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Por Rainer Gonçalves

Aborígenes australianos vetam escaladas em Ayers Rock

O rochedo Ayers, também conhecido pelo nome aborígene de Uluru, atrai visitantes desde 1948, quando foi aberta a primeira entrada de acesso à área. O gigantesco monolito de arenito que se ergue no deserto australiano é um local sagrado para o povo indígena Anangu. Para eles, a escalada dos seus 330 metros de altura é um sacrilégio.

O célebre Uluru fica na região central da Austrália, no interior do Parque Nacional de Uluru-KataTjuta. Todos os anos é visitada por cerca de 500 mil pessoas, e talvez metade delas suba até o cume. Mas, em Maio de 2001, depois da morte de um ancião Anangu, o caminho ficou por dez dias fechado, por luto. Temendo que as lideranças tribais conseguisem uma interdição permanente, os operadores de turismo logo protestaram, e restou ao parque ampliar seus esforços educativos para convencer os visitantes a, voluntariamente, não escalar o rochedo. O respeito pelas crenças não é o único motivo para a polêmica. Até hoje, 35 pessoas já morreram tentando escalar o cume do Uluru.

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