Mitologia Germânica - História da Mitologia Germânica

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Por Rainer Gonçalves

As lendas e mitos escandinavos de antigos deuses ou heróis e a criação e destruição do universo foram se desenvolvendo fora da mitologia original comum a todos os povos germânicos e constituem a primeira fonte de conhecimento da antiga mitologia germânica. Devido ao fato da mitologia escandinava ter sido transmitida e alterada pelos historiadores cristãos medievais, as crenças, atitudes e práticas religiosas originais não podem ser definidas com certeza. Porém, fica claro que a mitologia escandinava desenvolveu-se lentamente e a relativa importância dos diversos deuses e heróis diferenciou-se segundo as épocas e os lugares. Assim, o culto a Odin, soberano dos deuses, pode ter-se difundido do oeste da Alemanha para a Escandinávia não muito antes de se registrarem os mitos; deuses menores, inclusive Ull, o deus da fertilidade, Njord e Heimdall, podem representar divindades mais antigas que devem ter perdido difusão e popularidade quando Odin se fez mais importante. Odin, deus da guerra, era associado também ao conhecimento, à sabedoria, à poesia e à magia.

Juntamente com Odin, as divindades mais importantes da mitologia escandinava eram sua mulher, Frigg, deusa do lar; Thor, deus do trovão, protetor dos seres humanos e dos outros deuses contra os gigantes, era especialmente popular entre os camponeses escandinavos; Frey, deus da prosperidade; e Freya, irmã de Frey, deusa da fertilidade. Deuses menores eram Baldo, Hermond, Tyr, Bragi e Forseti; Idun, Nanna e Syf contavam-se entre as deusas. O princípio do mal entre os deuses era representado pelo vigarista Loki. Não parece que muitas destas divindades tenham tido funções especiais; simplesmente aparecem como personagens das lendas.


Thor era o deus do trovão e o criador supremo na mitologia escandinava. Brandia um martelo chamado Mjollnir, que representava o poder do raio. Quando arremessado, retornava a ele como um bumerangue

Acreditava-se que muitos heróis mitológicos antigos, alguns dos quais parecem ter se derivado de pessoas reais, eram descendentes de deuses; entre eles, figuravam Sirgud o exterminador de dragões, Helgi nascido três vezes, Harald Dente de Guerra, Hadding, Starkad e as valquírias. Estas eram um grupo de mulheres guerreiras, que incluía Svava e Brunilda; serviam Odin como selecionadoras de guerreiros mortos, os quais convertiam em moradores do Valhala. Ali os guerreiros passavam seus dias lutando e as noites em festa até Ragnarok, o dia da batalha final do Universo, data em que os velhos deuses pereceriam e seria instituído um novo reinado de paz e amor. A deusa Hel recebia os indivíduos comuns após a morte no seu melancólico mundo infernal.

A mitologia escandinava incluía anões, duendes e os norns, que distribuíam sortes entre os mortais. Os escandinavos antigos acreditavam também em espíritos pessoais, tais como os ylgja e os hamingja, que em alguns aspectos assemelhavam-se à idéia cristã da alma. Originariamente, os deuses eram concebidos como uma confederação de duas tribos divinas, guerreiras no início, os Aesir e os Vanir. Odin foi o líder dos primeiros, que compreendiam no mínimo doze deuses. Todos os deuses viviam juntos em Asgard.

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