Os ataques de 11 de setembro de 2001

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Acima, imagem do monumento ao 11 de setembro de 2001, denominado de Tribute in Light

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Por Me. Cláudio Fernandes

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 estão entre os acontecimentos da história humana que mais geraram impacto internacionalmente. Esses ataques, que compuseram o cenário do maior atentado terrorista já feito, foram levados a cabo a partir do sequestro de quatro aviões comerciais de grande porte, que foram conduzidos a quatro alvos específicos. Três desses aviões conseguiram completar o plano de ataque; o quarto, que seria lançado em algum ponto de Washington, possivelmente a Casa Branca, caiu em Shanksville, na Pensilvânia.

Os alvos dos ataques foram o prédio do Pentágono, sede do pensamento estratégico e do centro de defesa dos EUA, que fica localizado no Condado de Arlington, na Virgínia, e o complexo predial World Trade Center, em Nova York, conhecido como as Torres Gêmeas. Toda a operação terrorista foi executada antes das 10 horas da manhã do dia 11. Ao todo, 19 terroristas participaram da ação, sendo o egípcio Mohamed Atta o líder do grupo. O grupo de Atta, como ficou comprovado posteriormente, foi recrutado e treinado pela organização terrorista internacional Al-Qaeda, à época sob liderança do saudita Osama Bin Laden. Além de Bin Laden, outro integrante da organização, Khalid Sheikh Mohammed, teria participado da montagem do plano de ataque.

Khalid Sheikh Mohammed teria apresentado o plano a Bin Laden em 1996, quando a sede da Al-Qaeda ainda se encontrava no Sudão. Nesse tempo, o grupo de Bin Laden já programava a transferência de sua sede para o Afeganistão. Antes disso, a Al-Qaeda executou dois atentados a bomba contra duas embaixadas dos Estados Unidos no continente africano, no dia 07 de agosto de 1998. O primeiro ataque ocorreu em Nairobi, no Quênia, e o segundo em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Quando a Al-Qaeda transferiu-se para o Afeganistão, a CIA preparou e infiltrou 30 agentes secretos afegãos nas montanhas onde se escondia Bin Laden. O grupo de agentes era conhecido pelo código GE/SENIORS. Entretanto, mesmo sabendo de um possível plano para atacar diretamente os EUA, os agentes da CIA não puderam cumprir a ordem de assassinar Bin Laden, pois eram proibidos por uma lei que vigorava desde 1976 que versava sobre a execução de alvos estrangeiros.

As autoridades dos EUA sabiam da possibilidade de um ataque da Al-Qaeda, mas não sabiam onde e nem como isso seria feito. O 11 de setembro provou que o terrorismo podia e ainda pode ser praticado por meios radicalmente diversos de uma guerra convencional. O uso de aviões comerciais como objetos de ataque contra alvos civis, até então, era impensável ou, ao menos, pensável apenas sob o ponto de vista da ficção cinematográfica.

Além do presidente George W. Bush, que tomou medidas de alerta total no país após o ataque, além de planejar uma retaliação contra Bin Laden e a quem o apoiasse, outros envolvidos nas investigações e retaliações contra a Al-Qaeda foram: Dick Cheney, vice-presidente, Colin Powell, secretário geral de Estado, Donald Rumsfeld, secretário de defesa, George Tenet, diretor do centro de inteligência, e Condoleezza Rice, conselheira de segurança internacional. Ao todo, incluindo os 19 terroristas, foram mortos 2.996 pessoas nesse atentado.

Um monumento chamado Ground Zero, que consiste em duas enormes fontes de água construídas nos locais das duas torres do WTC, contém em suas paredes os nomes de todas as vítimas do atentado. Em 2014, jatos de luz foram projetados dessas fontes, o que ficou conhecido como Tribute in Light.

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