Guerra do Yom Kippur e a Crise do Petróleo

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Parte de tanque utilizado na Guerra do Yom Kippur, nas Colinas de Golã.*
Parte de tanque utilizado na Guerra do Yom Kippur, nas Colinas de Golã.*

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Por Tales dos Santos

Por Tales Pinto

Entre os vários conflitos ocorridos entre árabes e israelenses, está a Guerra do Yom Kippur, que durou cerca de vinte dias no mês de outubro de 1973. O nome dessa guerra está relacionado com o feriado judaico do Dia do Perdão – Yom Kippur, em hebraico. Aproveitando as comemorações judaicas e de falhas no sistema de inteligência do exército israelense, Egito e Síria atacaram Israel em 06 de outubro de 1973.

O motivo principal da Guerra do Yom Kippur foi a anexação de territórios sírios e egípcios por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em julho de 1967. Esses territórios eram a Península do Sinai, uma parte do Canal de Suez, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã.

O ataque pegou as forças militares israelenses de surpresa, já que não acreditavam em um ataque por parte dos árabes, principalmente após a fulminante vitória israelense na Guerra dos Seis Dias. Além da soberba dos militares israelenses, houve falhas no sistema de inteligência militar em decorrência, principalmente, do fato de o principal informante israelense ser Ashraf Marwan, filho do ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o que teria retardado as informações sobre as movimentações das tropas sírias e egípcias.

O exército do Egito chegou a adentrar 15 quilômetros do território controlado por Israel na Península do Sinai. Os israelenses sofreram importantes baixas nos confrontos que ocorreram ao longo do Canal de Suez. Entretanto, a contraofensiva israelense deteve os egípcios e adentrou o território sírio, atingindo a capital do país, Damasco.

O conflito terminou cerca de vinte dias depois de iniciado em virtude, principalmente, da intervenção dos Estados Unidos, ONU e União Soviética pela realização de um cessar-fogo. A União Soviética chegou a ameaçar entrar no conflito a favor do aliado sírio. Apesar do acordo, Israel não devolveu os territórios que havia ocupado em 1967.

A Guerra do Yom Kippur gerou consequências importantes. Uma delas foi o boicote dos países árabes produtores de petróleo e membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aos países que apoiaram Israel. Com a restrição da venda, os preços do barril de petróleo subiram rapidamente, derrubando bolsas de valores e contribuindo para o desenvolvimento de uma crise no capitalismo, que ficou conhecida como a Crise do Petróleo.

Por outro lado, a guerra deu visibilidade internacional à Questão Palestina, levando ao mundo informações sobre as centenas de milhares de palestinos expulsos de suas terras. Tal situação fortaleceu ainda o papel político de Yasser Arafat e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

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* Crédito da Imagem: ChameleonsEye e Shutterstock.com